quinta-feira, 7 de março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER, ENTRE CONQUISTAS E LUTA A IMPUNIDADE E O SANGUE AINDA JORRAM.



Eu talvez esteja mesmo bastante pessimista, porem creio que não sem razões. Parece que a despeito de todas as lutas e conquistas de homens e mulheres trabalhadoras desse País, temos assistido patéticos os rumos que a política brasileira tem tomado. Em nome de uma democracia forjada, temos visto e assistido a cada dia um inimigo do povo ascender a postos de estrema relevância no campo dessas conquistas, ou da efetivação de lutas das minorias. Renan Calheiros, condenado pelo STF, assume a presidência do Senado, Deputado Feliciano, racista e homofóbico, eleito para Comissão dos Direitos Humanos e o ‘ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), ser eleito para presidir a Comissão de Meio Ambiente. A escolha é, no mínimo, curiosa, já que Maggi é o maior plantador de soja do Brasil e durante muitos anos foi apontado pelo movimento socioambiental brasileiro como um dos principais inimigos do meio ambiente no país, tendo ganho, inclusive, o famigerado Prêmio Motosserra de Ouro’.para citar apenas alguns dos desmando em cenário Nacional, pois se descermos aos municípios e Estados encontraremos sem dúvida, escândalos e absurdos em proporções iguais ou superiores.
Somando-se a isso tudo, temos ainda os dados sobre a situação da violência contra mulheres, pelos dados mais recentes do mapa da violência, feito pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais, o Brasil é o 7º país do mundo em assassinatos de mulheres. Esses crimes acontecem no país inteiro, basta olharmos os noticiários.
Em Alagoas, Gilvanete Rosendo da Silva, grávida de oito meses, foi espancada com uma barra de ferro pelo marido. Ela morreu e o bebê vai para adoção. No Rio Grande do Norte, a advogada Vanessa de Medeiros foi assassinada a pauladas pelo ex-namorado, o policial militar Gleyson Galvão. Na última sexta-feira (1º), em um shopping de Brasília, Fernanda Graziele Alves foi morta a facadas pelo ex-companheiro, na loja onde trabalhava. É claro que para cada um caso de repercussão Nacional, existem dezenas que nem sequer são investigados.
Só no estado de Alagoas, 1º colocado no ranking de violência contra mulher, no ultimo ano foram registradas 164 mortes de mulheres, dessas 110 foram praticadas por arma de fogo, 27 por faca, facão e enxada, 12 por espancamento, seis por pedradas e pauladas, quatro vítimas de estrangulamento, uma teve a ossada encontrada, e quatro casos não foram informados. Destes homicídios, 54 foram praticados na capital alagoana e 105 no interior do Estado, três ficaram sem informações da localidade.
Ante esse quadro fico perguntado se há de fato o que se comemorar, ou apenas mais um dia para lutar pela sobrevivência e dignidade desse e nesse País de democracia e direitos forjados.

Dona Ulina